Publicado em 14/06/2026

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ABEn-RS, COFEn e UFRGS Unem Forças na Implementação das Novas DCNs de Enfermagem

Porto Alegre, 12 de junho de 2026 – Em uma articulação estratégica voltada ao fortalecimento da enfermagem gaúcha e à consolidação de uma saúde pública de qualidade, a presidenta da Associação Brasileira de Enfermagem – Seção Rio Grande do Sul (ABEn-RS), Dra. Dagmar Elaine Kaiser, reuniu-se com o vice-presidente do Conselho Federal de Enfermagem (COFEn), Enf. Daniel Menezes de Souza, e com a diretora da Escola de Enfermagem e de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Profa. Dra. Virgínia Leismann Moretto. O encontro, realizado na sede da tradicional instituição de ensino da capital, teve como pauta central o planejamento prático e a fiscalização das novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) de Enfermagem.

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Fonte: arquivo pessoal | Da esquerda para a direita: Dra. Virgínia Leismann Moretto, Enf. Daniel Menezes de Souza e Dra. Dagmar Elaine Kaiser

União entre o Ensino e as Entidades de Classe

A homologação das novas DCNs para a graduação representa um marco histórico, mas também estabelece um grande desafio coletivo: articular a transição das matrizes curriculares em todo o país, assegurando que os novos projetos pedagógicos atendam com excelência às demandas epidemiológicas da população e do Sistema Único de Saúde (SUS). Conforme preconiza o documento institucional, a ABEn tem como finalidade defender a educação em enfermagem como um processo social, político, científico, técnico e crítico, fundamental para a qualidade da atuação profissional.

Para a Dra. Dagmar Kaiser, a aprovação das novas diretrizes coroa o esforço das representações da categoria na busca por excelência técnica e ética:

"A homologação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Graduação em Enfermagem (DCNs/Enf) marca o início de um novo desafio: a implementação dessas mudanças em todo o país. Uma conquista que reforça o papel histórico das entidades de classe e das instituições de ensino na promoção de uma formação ética, crítica e presencial, comprometida com a valorização da Enfermagem brasileira e com o direito universal à saúde e à educação"

Fiscalização Ativa e Compromisso com a Sociedade

A participação do COFEn no alinhamento acentua a importância de uma fiscalização rigorosa durante esse período de transição, resguardando a segurança do paciente e garantindo que os estudantes de graduação e pós-graduação tenham acesso a uma preparação robusta. O enfermeiro Daniel Menezes de Souza pontuou que o crescimento sustentável da profissão depende desse canal aberto de diálogo e cooperação interinstitucional:

"O fortalecimento da Enfermagem passa, necessariamente, pelo diálogo entre as entidades representativas e as instituições de ensino. A construção de uma formação cada vez mais qualificada, crítica e comprometida com as necessidades da população exige união de esforços entre o ensino e as representações da categoria. Seguimos trabalhando para defender uma Enfermagem forte, valorizada e preparada para os desafios do presente e do futuro"

Defesa Intransigente do Ensino Presencial e Público

Durante o debate, as lideranças enfatizaram que o cuidado de enfermagem — fundamentado em evidências científicas, raciocínio clínico e sensibilidade humana — exige uma formação prioritariamente presencial. A prática simulada em laboratórios, os estágios supervisionados e a vivência direta na atenção básica e na rede hospitalar são pilares inegociáveis para a formação da(o) enfermeira(o) e da(o) técnica(o) de enfermagem.

Além disso, destacou-se o papel da UFRGS como símbolo de uma educação pública, gratuita e universal, essencial para formar profissionais conscientes de seu papel social e engajados na luta por direitos dos trabalhadores e valorização real da categoria.

Por: Gael Oliveira03/07/2026

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